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Resgatando o passado | Resgatando o passado |
| Enviado por Francine de Mattos | |
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As fotografias guardam histórias e, se pararmos para pensar, narram nossas vidas. Ao abrirmos um álbum composto de fotos antigas ou de um tempo não tão distante, somos tomados por memórias que ressurgem sensações e emoções.
Bem mais que apenas lembranças, as fotos se transformam numa ligação direta com parte de nossa vida e história que, por muitas vezes, insiste em enfraquecer pela passagem do tempo. Aquele pedaço de papel amarelado é repleto de emoções e sentidos que fazem parte do invisível.
As memórias podem ser compartilhas, mas as sensações de uma fotografia são únicas para cada pessoa. Essas sensações estão além da composição ou do enquadramento da fotografia e pertencem ao particular de quem observa.
Para completar esse post sobre resgate de memórias, um emocionante texto escrito por Henrique Resende faz esse mergulho profundo nas memórias e na força do tempo.
Enviada por: Francine de Mattos
Enviado por: Silvana Carvalho
"“Tomei um tempo”, como dizem os adultos. Com a clara diferença de que ainda não sou um, embora talvez pensasse (para) ser. Tomei tempo. Não sei quando começou exatamente, mas os momentos envolviam um álbum de retratos antigos e um almoço caseiro na estrada que liga Ouro Branco a Ouro Preto.
Por culpa de um presente, descobri a fotografia analógica e, finalmente, entendi a magia. A fotografia analógica é mais interessante porque ela existe fisicamente desde o instante em que se cria. E é preciso tomar conta dela porque se não morre, queima viva. Literalmente. É quase como uma pessoa – e, às vezes, é.
Quando abri o álbum de retratos antigos, vi a vida. E vi a morte também. E vi que o mundo muda, mas não só de aparência. Embora as texturas e as cores se percam aos poucos, vítimas do tempo e do papel prensado no plástico, algo sempre sobrevive, mesmo alterado. E sobrevive justamente porque viveu bastante, tornando-se inapagável e inatingível em algum canto da memória. E, embora talvez perdido, permanece. Vivo. Revivo. Imperecível.
As expressões também não são mais iguais. Os que sobreviveram têm marcas, não necessariamente tristes. E elas são profundas demais para serem disfarçadas por plástico. De novo, o plástico. A plasticidade das aparências, das sensações e das coisas físicas e espirituais. Poderia ser orgânico. Amor é orgânico. Algumas fotografias são orgânicas.
O problema das coisas orgânicas é a dor. Pior é quando tudo o que resta são fotografias orgânicas e amor orgânico. Dói e não há nada a ser feito. Para os sortudos, existe o tempo, que cura ou ameniza a angústia. O meu tempo parou e, quando parou, eu o engoli. Depois regurgitei. E surgiram fotografias lindas."
Enviada por: Camila Artioli
Enviada por: Wilson Nascimento
Enviada por: Nelson Bertulucci
As fotos que fazem parte deste artigo foram enviadas pelos nossos leitores, que participaram desse resgate do passado.
Artigo:
Francine de Mattos | @fran_fotografe
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