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Mestres da Fotografia: Alfred Eisenstaedt | Mestres da Fotografia: Alfred Eisenstaedt |
| Enviado por Francine de Mattos | |
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Dono de algumas das fotografias mais importantes da história, Alfred Eisenstaedt construiu uma carreira brilhante, que durou mais de 50 anos. Nascido em 6 de dezembro de 1898 na antiga Prússia (atual Polônia), mudou-se para Berlim com apenas 8 anos, deixando a cidade somente após Hitler tomar o poder.
Sua história com a fotografia começou aos 14 anos, quando ganhou, de seu tio, uma Eastman Kodak nº 3 de fole. Aos 18, foi para o exército alemão, combatendo na Primeira Grande Guerra (1918). Com sorte, foi o único sobrevivente de uma explosão de granada, que afetou suas pernas. Assim que se recuperou, voltou a fotografar.
Por conta da ascensão do Nazismo na Alemanha, mudou-se para Nova Iorque, onde passou o resto de sua vida. Por um tempo, trabalhou como vendedor de cintos e botões. Com o dinheiro que economizava das vendas, investia em equipamentos. Alfred começou simples: o banheiro da sua casa se transformou num laboratório de revelação; vendeu sua primeira fotografia para o jornal local por 12 dólares. No auge dos seus 31 anos, conseguiu um emprego na Pacific and Atlantic Photos, que, mais tarde, seria a famosa agência Associated Press.
Com um estilo forte de fotografar, Alfred foi procurado por vários fotógrafos, entre eles Margaret Bourke-White e Henry Luce. Os dois convidaram Alfred para participar de um projeto anônimo. Seis meses depois, este projeto se tornou a grande revista LIFE, dentro da qual Alfred publicou mais de 2500 imagens e foi capa de 90 edições.
Alfred fotografou os estragados da Segunda Guerra no Japão, a pobreza na Itália e registrou os mais importantes eventos políticos de sua época. Durante sua carreira, também fotografou muitas personalidades. Como qualquer fotógrafo, tinha sua modelo predileta: Sofia Loren era sua queridinha.
Tudo que fotografava se tornava bem mais do que uma fotografia. Uma das suas maiores qualidades era justamente se tornar íntimo do assunto fotografado, conseguindo captar a essência de cada cena, tornando-a poderosa o bastante para jamais ser esquecida. Entre suas imagens mais famosas está o beijo na Times Square entre um marinheiro e uma enfermeira que comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial. Apesar do mito de o retrato não ser espontâneo, a imagem se tornou símbolo de paz mundial e um ícone da fotografia.
+ Alguns beijos clicados por Alfred Eisenstaedt:
Com a vida feita em Nova Iorque, Alfred só regressou à Alemanha aos 81 anos, para participar de uma exposição em sua homenagem, que exibia registros do país nos anos 30.
A fotografia foi sua companheira até os últimos dias de vida. Alfred morreu em 24 de agosto de 1995, aos 97 anos. O legado deixado por esse grande artista da fotografia lhe faz eterno, um grande mestre.
+Fotografias:
Artigo:
Francine de Mattos | @fran_fotografe
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